Gosto muito de Massive Attack. Mas fazer de todo um concerto, como consta que aconteceu no Primavera Sound, uma espécie de noticiário focado nos actuais males do mundo, é de muito duvidosa pertinência. Nem na Festa do Avante se deve ver uma coisa assim. Custa-me dizer isto, mas transmitir mensagens políticas no ecrã gigante, ainda que justas e verdadeiras, enquanto vão embalando pessoas que pagaram 180 euros para irem ali divertir-se com música e copos de cerveja é uma forma de populismo como outra qualquer. Embora se esforce bastante, e até mereça, para ganhar esse campeonato, o populismo não é património exclusivo da direita.
