Imagine-se alguém que se recusa a ouvir música porque embora reconheça a qualidade de compositores como Bach ou Schubert, crê que poderia ter havido ainda melhores. Que não está para ver futebol porque mesmo podendo ver vídeos do Brasil de Pelé ou da Holanda de Cruijff, não existe o jogador perfeito ou a equipa perfeita. Não existem pessoas assim face à música ou ao futebol mas, se existissem, não viria mal ao mundo, apenas elas ficariam a perder. Já na política não é assim. O que dizer de quem não vai às urnas por falta de um político suficientemente capaz de merecer o seu voto? Neste caso, podem vir males ao mundo. É que se não há políticos perfeitos, há os que são muito mais imperfeitos do que os outros. E que por vezes ganham, ficando o mundo a perder.