No enunciado de um teste sobre filosofia da arte, apresento uma reprodução do quadro "O Rapaz do Alaúde", de Caravaggio. Apesar do título estar bastante bem visível, foram vários os alunos que se referiram ao quadro como representação de uma mulher. Este aluno foi ainda mais longe, conseguindo, involuntariamente, dizer na mesma frase ser "O Rapaz do Alaúde" uma mulher. Algo me diz que visse o pintor italiano as respostas dos meus alunos iria ficar orgulhoso pelo modo como conseguiu baralhar as suas cabeças. Hoje, muitos, ao verem esta resposta iriam ficar orgulhosos pelo modo como as cabeças dos meus alunos parecem um arco-íris misturando sexos diferentes.
