13 julho, 2018

Tornou-se habitual, sobretudo nas pessoas que fazem questão de falar bem, dizer "virtualidades" em vez de "virtudes". Ainda há dias, uma política da nossa praça referia-se às "virtualidades da geringonça". Eu gosto de palavras como "piedade", "compaixão", "caridade" ou "misericórdia", e digo-as. Mas, vá, percebo um certo pudor em dizê-las devido à sua ressonância religiosa, a qual, diga-se de passagem, também não morde. Mas, "virtude"?  Raios, custa assim tanto dizer "virtude"? Ou será porque a ideia de virtude, com toda a sua força moral, tem um sentido cada vez mais virtual?