17 dezembro, 2017

ÀS CLARAS

Parece que um dos clássicos, em boa verdade, cómicos, das provas cegas de vinhos, é as pessoas darem uma má classificação aos seus próprios vinhos. Se porventura ou desventura pudéssemos trocar os vinhos por pessoas, tanto no plano descritivo como no do exame moral, estou certo de que iria acontecer o mesmo. Porém, como, feliz ou infelizmente, vá-se lá saber, isso não é possível, prevalecerá sempre o que ensina Nietzsche no §98 de Para Além do Bem e do Mal: «Quando educamos a nossa própria consciência, ela beija-nos quando nos morde»