25 novembro, 2013

HAIKUS

Walker Evans | Os Passageiros, NY, 1938

Suponhamos que duas pessoas se conhecem num jantar. Uma diz à outra que se dá muito bem com a técnica do haiku. Que sim, que lhe atrai o poder que advém da sua simplicidade, economia e facilidade. O outro concorda, que sim também, que o poder do haiku está efectivamente na sua extrema simplicidade e que, juntando uma fina sensibilidade a um persistente exercício de escrita, o haiku pode na verdade tornar-se mais fácil do que outras técnicas cujas rimas, métricas e divisão de estrofes sejam formalmente mais complexas.
As belas almas reconhecem-se sempre e este bem poderia ser o início de uma bela amizade.