06 junho, 2013

TLIM TLÃO



Fui a uma reunião sindical. Creio que a última vez que tinha estado numa ainda seria Marcello Caetano presidente do Conselho. Ou seria o Pinheiro Chagas? Ou o Afonso Costa? Pronto, já não sei bem, foi há muito tempo. Sempre encarei o locus sindical como uma espécie de mistura hardcore entre épica metalúrgica e uma revolucionária contabilidade. Ou seja, a coisa mais desinteressante do mundo logo a seguir aos desportos náuticos e aos discursos do Eduardo Lourenço. Mas a realidade é o que é e por vezes é precisar lembrar que existe.  
É verdade que não deixo de viver obcecado com o soar de um sino no ar puro. Mas também percebo que por vezes os sinos devem servir para tocar a rebate. Sim, vou fazer greve. E, de repente, sinto-me um anarquista russo do século XIX. PIM!