01 dezembro, 2011

GOOD VIBRATIONS


                                                   [estudante preparando-se  para um teste de matemática]

Há coisas na vida que nunca me interessaram, sendo as desobertas científicas, seguramente, uma delas. Quero lá saber como funciona o aparelho digestivo da rã, se em Saturno existe ácido sulfúrico ou o que possa ser uma molécula. Nunca consegui perceber o que é uma molécula embora também nunca tenha feito qualquer esforço para o  tentar. E tanto se me dá como se me deu que os golfinhos sejam mamíferos, peixes ou aves ou que as plantas respirem por pulmões ou guelras. Mas também não sou um obscurantista ou um místico destrambelhado que olha para as ciências com desprezo. Nada. Tenho todo o respeito pela ciência e agradeço bastante aos cientistas as coisas que eles sabem e inventam para meu benefício. Mas eu também gosto da ideia de existirem canalizadores e dentistas e isso não me obriga a entender de esgotos ou a saber arrancar um dente. Todavia, há por vezes descobertas científicas que considero verdadeiramente iluminadoras. É o caso desta.
Eu detesto, odeio, abomino tudo o que tenha que ver com pedagogia, ciências da educação, teorias sobre o ensino-aprendizagem e outra perigosas insanidades. Para quê tantas teorias sobre como motivar os alunos, aumentar as suas competências cognitivas, a atenção, a concentração? Há anos que penso assim. Mas, agora, graças à ciência, mais razões terei para o pensar. Pelos vistos, não se trata de um problema de mais horas ou método de estudo, de saber se o ensino deve ou não estar centrado no aluno, se as aulas devem ser mais expositivas ou práticas. Nada disso. No que diz respeito ao sexo feminino, bastaria distribuir no início de cada ano lectivo estimulantes dispositivos tecnológicos, e respectivas pilhas, que, podendo ser usados 3 vezes por dia, iriam contribuir sobremaneira para o sucesso escolar com que tanto sonhamos e, já agora, numa época tão depressiva como aquela que vivemos, contribuir também para um povo mais feliz e mentalmente mais saudável.