27 dezembro, 2011

GONÇALO M. TAVARES - UMA VIAGEM À ÍNDIA (X)


Mas nesta oportunidade falemos ainda dos Deuses
ou do Destino.
É evidente que as formigas trabalham mais
que os Deuses:
senão qual a utilidade de ser coisa divina?
Quem acreditaria em milagres, se um Deus,
mesmo que mal colocado na hierarquia,
trabalhasse das nove às cinco?
Decididamente, os Deuses já começam a vida
inertes e preguiçosos.

Canto II, 23