07 outubro, 2011

DISCURSO SOBRE O DOUTOR

                                                           Federico Fellini | 8 1/2 [fotograma]

Hoje de manhã tive de ir ao banco. Sento-me à frente da menina que me atende, digo ao que venho, ela olha para o computador e, passados uns segundos, começa a tratar-me por doutor.
Há poucas coisas na vida que me irritam. Tratarem-me por doutor é uma delas. Eu até estremeço por dentro, juro. Mas, pior do que isso, é a vergonha que sinto ao ser tratado dessa maneira. Podia ficar indiferente a isso, eu sei, e até seria o mais sensato. Mas é mesmo mais forte do que eu.
Sinto que me estão a roubar a identidade. Gosto de ser tratado pelo meu nome, mas também sei, é verdade, que numa relação formal como a de um banco não seria conveniente. Por isso, neste caso, aceitaria ser tratado por senhor. Olharem para mim e verem um doutor é, para mim, tão ultrajante como chamar "filho da puta" a alguém. Quando se chama "filha da puta" a alguém, não se está propriamente a ofender a mãe em questão. Nem se está a insinuar que a senhora vende o seu corpo à beira da estrada. "Filho da puta" não passa de uma abstracção formal sem qualquer relação com a verdadeira identidade do sujeito. Trata-se apenas de um tipo de tratamento que visa marcar o estatuto negativo de alguém.
Com o doutor passa-se um pouco a mesma coisa, só que com um sentido inverso: marcar o estatuto positivo de alguém. O conteúdo é diferente, claro mas o valor formal é o mesmo. Naquela situação, a minha licenciatura em Filosofia é absolutamente irrelevante mas é essa marca que fica desde logo colada à minha pele, apagando a minha identidade pessoal do mesmo que reduzir alguém ao estatuto de "filho da puta", representa subsumir a sua verdadeira impressão digital a um estatuto abstracto.
Quando eu ia a entrar no banco, passou por mim um funcionário que eu não conheço pessoalmente mas que me cumprimentou, dizendo "Bom dia, professor". Ora, neste caso estamos perante uma situação completamente diferente. O rapaz deve ter sido aluno na minha escola ou conhece-me de vista e, por isso, decidiu vincar a minha profissão. Poderia ter dito apenas "Bom dia" ou "Bom dia, como está?". Mas eu vejo aqui o "professor" como uma formalidade afectiva que não trai a minha identidade. Eu sou efectivamente professor e aquele rapaz, quando me vê, vê um professor. Mas pensar em alguém como professor, sabendo que é professor, não é o mesmo que pensar em alguém como doutor.
Eu fui muito amigo de um padre com quem tive o enorme prazer de almoçar algumas vezes. Ele tinha idade para ser meu avô e, naturalmente, apesar da nossa amizade, não poderia tratá-lo por tu. Eu, sempre que posso, trato as pessoas por tu mas, naquele caso, seria absolutamente impensável. Mas a nossa amizade e mútuo afecto impedia-me de tratá-lo por "senhor". Tratava-o, pois, por "padre": "Então, padre, como tem passado?", " Concordo com o que o padre disse há pouco". A referência à profissão numa situação como esta tem um carácter ambíguo. É um tratamento formal mas sem esquecer a pessoa que ali está à sua frente, a sua profissão específica. Não é a mesma coisa do que tratar alguém por "doutor" ou "engenheiro", embora a diferença possa não ser clara.
Engenheiro também invoca uma profissão. Porém, quando se trata alguém por "engenheiro" num ambiente formal, a palavra invoca mais um título do que uma profissão. "Professor", pelo contrário, invoca mais uma profissão, colada à pele individual de cada um, do que um título, a não ser quando "professor" surge mesmo como título.
Como explicar? Sei lá, é como a diferença entre animal e cão. Animal é mais geral do que cão. Todos os cães são animais mas nem todos os animais são cães. Se eu disser que "X é cão", não é o mesmo que dizer "X é animal". A primeira designação está muito mais próxima da verdadeira identidade daquele "animal". Imaginemos que poderíamos comunicar com os cães tal como comunicamos com as pessoas. Se eu, num contexto formal, tratasse um cão chamado Piloto por "senhor animal", por exemplo, "Viva, senhor animal!", o que iria pensar o cão? Ok, ele sabe que não posso tratá-lo por Piloto. Mas iria certamente preferir que o tratasse por "senhor cão" em virtude da sua muito maior aproximação à sua identidade específica. Eu olho para ele e vejo um cão. Ele é, de facto, um cão: ladra, tem quatro patas, gosta de roer ossos. Mas o que iria ver nele ao tratá-lo por "animal"? Ser animal é uma mera abstracção com muito pouco significado concreto: um cão é um animal, sim, mas também um carapau, uma gaivota, um caranguejo ou um gafanhoto. É neste sentido que "engenheiro", apesar de se tratar de uma profissão, surge, tal como "doutor", mais com o estatuto de animal do que de cão, apagando completamente o sentido individual e específico da pessoa que está à sua frente.
Eis porque detesto que me tratem por doutor. Faz-me sentir uma espécie de fantasma, um mero título social sem qualquer densidade humana. É horrível e terrivelmente desconfortável. Pior do que doutor só mesmo filho da puta.

27 comentários:

Margarida disse...

Mundo mesmo muito sensível!
E depois, a mim é que chamam de 'florzinha'...
Perdoe a invasão, professor, mas foi mais forte do que a minha intenção de, digamos, contenção extrema.
E em nome de um doce de limão ou qualquer coisa por aí, permito-me apresentar os meus protestos pela lancinante revolta.
É demais. Nem é próprio de um ser tão meditabundo e (imaginava eu em tempos, mas deixei de o pensar) 'zen'.
Como os seres humanos são surpreendentes!
E nestes úlimos meses, como as revelações são espectaculares!
E não haverá aí um elitismo ao contrário?
Uma implicância de guerrilha a roçar o anarquismo?
É que existem 'hábitos' na nossa sociedade, coisas que «são-assim-porque-sim» e, com maior ou menor fair play, a coisa anda.
Aqui, mais do que um desabafo limite, a veemência e a punch line são uma autêntica declaração de guerra!
Pobre 'piquena' que acha que o trata nas palminhas e o professor com ganas de lhe aplicar umas palmadas...
Tá mal.

(se tiver à mão o proverbial lápis azul, esteja à vontade paa usar)

José Ricardo Costa disse...

Margarida, formalidade e respeito nada têm que ver com uma pindérica necessidade de afirmação social apenas porque se andou 4 ou 5 anos a ler umas sebentas e a beber umas imperiais nos intervalos das sebentas.
Em qualquer país civilizado da Europa, o que está longe de acontecer com o nosso, não há doutores e engenheiros como cá.
Tal necessidade pindérica tem que ver com essa tão lusa necessidade de viver das aparências, de dar mais importância ao acessório do que à substância.
Conheço pessoas do campo que têm mais nobreza e dignidade num só dedo do que muitos desses doutores e engenheiros que se comprazem com a vacuidade do seu título. Aliás, não é por causa delas que o país está como está. O país está como está, e sempre esteve, porque é insuportavelmente roubado pelos muitos senhores doutores e engenheiros, gestores, advogados, banqueiros, economistas que ostentam os seus vaidosos títulos pelos melhores restaurantes, pelas melhores lojas para ostentarem os melhores trapinhos e sapatinhos, que andam nos melhores carrinhos e que vivem em belas casinhas, graças ao dinheiro que roubam a todos nós. Muito glamour, muito glamour, muito glamour, muita água de colónia, muita delicadeza, elegância e caviar entre os dentes mas, no fundo, não passam da pior ralé que por aí anda. Noutros tempos seriam gatunos, ladrões ou, num vernáculo mais puro, verdadeiros filhos da puta. A ideologia dominante, todavia, encarregou-se de limpar a caca e o lixo da sua verdadeira identidade, reciclando-as em mercados, economia global, mecanismos financeiros, economia aberta e o raio.
Eu, graças a Deus, gosto de separar o trigo do joio e separar-me destas tretas medievais dos doutores e dos engenheiros. Apenas isso.

Margarida disse...

Muito bem, o que diz está muito certo e todos aqueles que, como o professor e eu própria, entendemos que somos o que somos sem títulos (gostava de ser, sei lá, marquesa, mas isso já são outros quinhentos), estamos de acordo com a tese genérica.
O que me surpreendeu foi o tom bélico. Que continua.
Será que se invertem os papeis e os serenos se encrespam enquanto os nervosos amansam?!
Os colarinhos brancos são espectros de outra realidade, quase a 100%.
Mas existe o quase.
E não é tudo relativo, mesmo aquilo que cuidamos não o ser?
Eu acho que sim, mas como não percebo nada disto...
Paz, professor, estão tempos ciclónicos para se iniciarem, temos todos de conter e tolerar.
Tolerar muito.
Afinal, para o tempo que passamos aqui, vale a pena subir a pressão arterial?
'Easy does it...'

José Ricardo Costa disse...

Não se preocupe pois não se trata de qualquer tom bélico.
Chamar-lhe-ia antes "objectividade". Se eu vir um caixote do lixo à minha frente não lhe vou chamar "Paco Rabanne". Dizer que X é X não é necessariamente um juizo de valor mas de facto. É o caso. Não foi por acaso que o Picasso, quando pintou o Guernica, pintou o que pintou em vez de ter pintado lindas florinhas ou uma menina a tocar piano na sua salinha. Se a Margarida tivesse visto o homem a pintar aquilo, não lhe iria dizer "Ai, Pablito, credo, estás tão belicista hoje, pinta antes um pôr do sol sobre o Empire State Building como se estivesses a ouvir o Gershwin com um martini cinzano na mão".
Isto não é belicismo, apenas um pouco de lucidez.

Fred disse...

Mais um texto excelente!


Um abraço!

José Ricardo Costa disse...

Um abraço, Fred. Bom fds!

Margarida disse...

É relativo.
O meu caixote d lixo (do escritório) chama-se 'torre de Pisa'.
Nomear, visualizar o que é para nós e não para os outros, é um atributo dos criativos.
Mas isso agora levava-nos muito longe e o professor tem, seguramente, mais o que fazer.
Quanto ao 'Pablito', não senhor, não diria tal. Primeiro porque não me apanhariam ao pé desse, digamos, artista (com todo o respeito pelo respeito que existe pela sua obra).
A única coisa que aprecio no senhor foi ter o Lump.
E depois, professor..., acha mesmo que eu era mocinha para um discurso como: "Ai, Pablito, credo, estás tão belicista hoje, pinta antes um pôr do sol sobre o Empire State Building como se estivesses a ouvir o Gershwin com um martini cinzano na mão".
Definitivamente, o professor implicou comigo (livra, neste momento ainda bem que não sou sua aluna!) e recusa-se a 'ver' o meu lado da questão.
Que giro, imaginava-o mais... flexível.
Cordiais cumprimentos de uma Quatrellista para outro...

José Ricardo Costa disse...

Pronto, fiquemos então assim. E ficou a compreender o meu lado Hyde. Esse, ao menos, e ao contrário do outro, não tem título atrás do nome. Cumprimentos.

Ivone Costa disse...

Os teus genes maçónicos misturados com reminiscâncias anarquistas dos teus 18 anos são levados do diabo.

Pois a mim, não me incomoda nada que me tratem por doutora, até porque respondo sempre com a mesma a cortesia, porque é de uma cortesia que se trata. São danças de salão.
Por detrás do doutora que me dirigem estão muitas horas de estudo, muitas orais, muito exame, muito esforço, meu e não só.
Tu também tens por detrás do doutor o mesmo esforço, embora gostes de falar só das imperiais, e ficava-te bem lembrares-te disso quando te dá para estas rompantes tipo dani-le-rouge-sous-les-pavés-la-plage.
Já conversámos sobre isto, aliás.

Beijinhos, ficas muito mais bonito de Isaiah Berlin.

Anónimo disse...

Há raivinhas de estimação que afago desde há anos. É a mesma que o JR sente qd lhe chamam doutor e , a mim, de doutora.Simpaticamente peço, embora de modo entre o aprazível e o assertivo, que me tratem por D. "X". E é ver o ar estupefacto dos outros a quem peço - tal, é p mim, ainda mais incomodativo. Argumentam... "mas toda a gente gosta"....Todavia, depois habituam-se , vendo a coisa, porém, como esquisitice minha.Como quando fui ao banco protestar e indagar por que razão me punham agora DR nos cheques. Nada como os espanhóis. estão-se borrifando p os títulos. Fico contente por saber que alguém pensa, sente e age como eu. Obg.E.

José Ricardo Costa disse...

Eu não penso que tratar alguém por doutor seja um gesto de cortesia, mas um atraso civilizacional próprio de um país que, em vez de ter ido para a Europa aprender a ser evoluído e moderno, foi interagir em África e no Brasil com quem ainda era mais atrasado do que nós. Gesto de cortesia será tratar alguém por senhor, caro X ou, como cheguei a dizer, professor.
E tenho todo o direito de me sentir desconfortável com isso como outros terão de se sentirem elevados e enaltecidos. Cada um come do que gosta e ajuizará como bom para esfregar o ego. Limitei-me apenas a transmtir um estado de alma e tenho todo o direito de o fazer. De resto, as pessoas são livres de se tratarem como bem entenderem. E continuo a não entender por que razão ter lido alguns livros me dá um estatuto social diferente. Deve ser uma limitação minha.

José Ricardo Costa disse...

Uf, já somos dois!

Alice N. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ivone Costa disse...

Bem, ter lido mais uns livros foi a razão que o Deleuze deu aos moços exaltados na Sorbonne.
Não se trata de um estatuto social diferente ou superior, nem de polimento no ego, é mais uma questão de pragmática linguística.
Eu não me sinto diminuída ao tratar alguém pelo seu título académico, logo também não me sinto enaltecida ao ser tratada pelo meu.
A César o que é de César.

José Ricardo Costa disse...

Muito bem, senhora doutora. Magnífico o final tão descartesiano.

José Ricardo Costa disse...

Só uma pequena correcção: não foi o Deleuze mas o Ricoeur. O Deleuze não era pessoa para dizer isso.

Ivone Costa disse...

Sim, tens toda a razão. Mas é uma bela razão.

Não deixa de ser engraçado que foi por um especialista em Ricoeur que eu ouvi dizer: "O simbólico é invisível ao olhar do filósofo."
E é mesmo.

José Ricardo Costa disse...

Bem, depende. Será invisível para uns, visível para outros. Os filósofos não são todos iguais. E eu nem sequer sou filósofo.

m.a.g. disse...

Sempre me fez uma certa espécie esta coisa de uma mera licenciatura conferir o "douto" tratamento titular, mas isso são as minhas benditas nuances anglófilas, e a consciência de que o fermentar de décadas de servilismo abnegado só poderiam descambar no uso e abuso deste estatuto. A mim também me irrita solenemente. como dizia Rimbaud:
"A vida é uma farsa que toda a gente se vê obrigada a representar." Eu passo, porque nunca andei cá (pela vida) para ganhar o prémio arco-íris e muito menos estrelinha cintilante ;)

José Ricardo Costa disse...

Longe de mim pretender desvalorizar a sua (compreensível e de muito bom gosto) anglofilia. Mas então os franceses? E os holandeses? E os suecos? E os americanos? Estarão os seus países, como aqui pela paróquia, povoados por doutores? Em inglês há o "sir". Mas isso é um título honorífico. Para o merecer não basta andar a ler uns livros durante um curso. Até é treinador de futebol semi-analfabeto pode ser.

josé manuel chorão disse...

Estou do teu lado, claro.
Nem os alunos me tratam por doutor (aqui isso é vulgar), digo-lhes que me chamem professor, que é o que eu sou para eles.Era o que faltava, digo-lhes logo que a minha mãe não me baptizou com doutorices nenhumas.
O assunto é pouco importante, a meu ver. A reverência com que, no banco, te tratam por doutor, revela apenas a parolice nacional, o colocar a aparência à frente da essência.
Os portugueses são um triste povo que poupa na comida para passar férias em Acapulco, que poupa nos livros para poder andar de saltos altos, que poupa na higiene para gastar em peles, que poupa na inteligência para poder ser chamado doutor. É o fascínio pelas passerelles.
Freud diria que é a recusa de si mesmo, uma auto-anulação que surge da consciência não assumida da sua irrelevância. Daí os saltos altos e os doutores...

José Ricardo Costa disse...

Bem, concordo com tudo excepto com os saltos altos. Se uma mulher se sente bonita com eles não vejo nada de errado nisso.

Fred disse...

Bom fim-de-semana, Professor! ;)


Um abraço!

Rita Tormenta disse...

Talvez os gerúndios sejam a resposta, quero dizer, se cada um se apresentar e se aceitar pelos seus gerúndios,as coisas ficam mais nítidas.
Os nomes, os títulos, as funções, são dados objectivos acerca da identidade, claro que muitos prefeririam ser heróis da marvel, ou personagens de Tchécov, mas a identidade tem elementos fluídos e outros mais constantes.
Algumas pessoas precisam dos apêndices titulares para se saberem. como se a identidade pudesse ser contida num prefixo, ou modificada por uma enunciação extensiva.
São formas de lidar com a absoluta instabilidade, se amanhã acordar e não conseguir ter acesso às minhas roupas, se o meu rosto estiver repleto de borbulhas, se a minha carteira tiver desaparecido, mas se, ainda assim, ao sair de casa alguém se me dirigir apelidando-me com um prefixo, estará a minha identidade a salvo da anomia?
Sabe, acho que são estratégias securizantes, ridículas quando desmontadas, mas perdoáveis, pois não sabem que o são.

José Ricardo Costa disse...

Claro que são perdoáveis, Rita. Nem a coisa tem a gravidade que eu, desajeitadamente, posso ter dado a entender que teria. Isto são coisas sem importância nenhuma, amendoins.
Eu, no post, falei apenas do meu desconforto pessoal por ser assim tratado e expliquei porquê. E, aliás, nem sequer critiquei a pobre funcionária que é obrigada a tratar-me daquela maneira. Depois, nos comentários, é que fiz uma birra ao pensar melhor na vacuidade da coisa.
Humm, e não são apenas estratégias securizantes, trata-se, sim, da mais pura vanitas. E muitas vezes ridícula. Está a ver aquele cromo da socialite, o Castelo Branco? Penso que é por "conde" que ele é tratado. Conde, eheh. E do mesmo modo que me rio disso também me rio quando penso em tantos doutores e engenheiros que tanta importância dão ao seu título.

παναγιώτα disse...

Muito interessante este discurso, e todos os comentátios que o acompanham.
Só que me deixam completamente perplexa.
Acho que muita energia se gasta nestas cortesias que apenas ficam ao lado da comunicação, que é o essencial e importante. Mas também acho que são este tipo de pormenores que dão sabor às coisas diárias.
Volto ao início, então. Interessante conversa...

Bom dia a todos

José Ricardo Costa disse...

Pois, interessante, é. E é engraçado ver como as pessoas são tão diferentes umas das outras. No fundo, o mundo é mais colorido assim. :)