25 outubro, 2011

ATALHOS E VEREDAS



Chegamos onde não sabemos e por caminhos que não sabemos

Não sei no que estaria a pensar S. João da Cruz quando disse isto. Sei, isso sim, e contrariamente ao que se possa pensar, que tem tanto de alegre como de optimista. Temos muito tempo na vida para chegarmos onde, com toda a certeza, sabemos que chegamos, seja quais forem os caminhos que sigamos: aquela velha e famosa prisão da qual jamais iremos sair.
Que até lá nos possamos deleitar com atalhos e veredas e regozijarmo-nos com as boas clareiras que surgem quando menos esperamos.

7 comentários:

Isabel Pires disse...

Sabe tão bem ler essa última frase!
Boa semana, Zé Ricardo!

josé manuel chorão disse...

Mas não será verdade que a maior parte das gentes não faz ideia do lugar a que quer chegar? Caminham às cegas, movidos apenas pelo instinto. Medrosos, fogem e não sabem do que fogem.
Que utilidade terão atalhos e veredas para quem não conhece o fim que busca?

José Ricardo Costa disse...

Obrigado, boa semana também.

Ah, mas toda a gente busca fins, podem é não coincidir com os teus, daí achares que não buscam. Muitas vezes pensa-se que fins são apenas os verdadeiros e fins verdadeiros são os nossos.

paulo,sj disse...

Caro Zé Ricardo,

Este escrito de S. João da Cruz vai ao centro de mim, e de forma especial no dia de hoje(entenda-se 26, pois é quando leio o post), já que celebro mais um ano de vida, de história, de surpresas também (sobretudo em amizade). :)

Não me parece que seja um viver o desconhecido pelo desconhecido, mas simplesmente deixar que a surpresa também faça parte da vida. Um texto, uma história, um novo conhecimento de alguém ou de algo, abrem portas novas, permitindo, diria, a iluminação do entendimento, da vivência, do ser quem somos.

É bom ter mapas, caminhos orientados... mas o segredo também está "des-cobrir" da realidade que está para além do traçado, definido.

Um Grande Abraço!!

José Ricardo Costa disse...

Bolas, Paulo, tivesse sabido antes e ter-lhe-ia dedicado este post. Um grande abraço de parabéns.
E faço das suas as minhas palavras. Sem tirar nem pôr. Um dia feliz para si e, já agora, felizes também os muitos anos que tem à sua frente, e cheios de energia para espalhar o lado mais iluminador da fé cristã.

paulo,sj disse...

Zé Ricardo, muito obrigado!

Assim o espero. O Cristianismo pede uma entrada no mundo... Hmm, o que é a Encarnação? :)

E sim, foi um feliz dia. Para mim é um dia que concentra o passado, o presente e o futuro, e agradeço, peço, desejo, sonho... Sobretudo, agradeço as pessoas, os rostos que conheço e vou conhecendo: ajudam-me a ser quem sou e ver/conhecer/"des-cobrir" novas realidades, novos caminhos.

Um grande abraço!

José Ricardo Costa disse...

Na sequência do que disse no comentário do post seguinte, o cristianismo, por natureza, pede mais mundo do que Teologia.

Um grande abraço, para o ano há mais :)