15 setembro, 2011

ESQUECIMENTO


                                                    Marshal Neilan | Daddy Long Legs (fotograma)

Diz o Jorge (em boa hora regressado e espero que diariamente)  que "a idade não traz sabedoria, mas uma capacidade infinita para esquecer coisas". Eu diria antes que uma capacidade infinita para esquecer coisas é uma forma de sabedoria. Esquecer o que é preciso esquecer revela tanta sapiência como saber o que é preciso saber. Há coisas que sabemos que precisamos de saber e há coisas que sabemos que precisamos de esquecer.
O esquecimento, tal como o riso, pode ser uma forma superior de lucidez.

8 comentários:

Mar Arável disse...

Pode ser

José Ricardo Costa disse...

Pois pode.

JCM disse...

Pois, o pior é que a idade traz a capacidade infinita de esquecer coisas que vamos precisar e que me abstenho de nomear. Ah!, posso dar um exemplo. Durante todo o dia não consegui lembrar-me do nome de um certo aluno, a quem precisava de falar. Ocorreu-me agora o nome, mas já é tarde.

José Ricardo Costa disse...

Mas podes sempre ver o lado positivo da coisa. Pelo menos não te esqueceste de que te esqueceste do nome do aluno. Já não é mau.

josé manuel chorão disse...

O esquecimento pode, de facto, ser uma benção. Pode limpar-nos a mente de muita coisa incómoda.
Temos é de ter o cuidado de nos não esquecermos de ser nós próprios.

José Ricardo Costa disse...

Eu não iria tão longe. A humanidade ficaria agradecida se algumas pessoas se esquecessem que são elas próprias.

marta disse...

Na mouche.

José Ricardo Costa disse...

Obrigado, Marta, irei tentar não me esquecer :)