11 julho, 2011

NÃO HÁ NADA MAIS LIVRE DO QUE UM RELÓGIO PARADO

4 comentários:

Sob o Mar Azul de Ádria disse...

tic tac toc
tac toc tic
toc tic tac

Brincadeiras onomatopeicas à parte, tuas palavras fizeram-me lembrar de um trecho das 'Cartas a Um Jovem Poeta', de Rainer Maria Rilke, que fala, dentre outras coisas, do tempo...

Ei-lo, para oportuno deleite:

"Tudo está em levar a termo e, depois, dar à luz.

Deixar amadurecer inteiramente, no âmago de si, nas trevas do indizível e do inconsciente, do inacessível a seu próprio intelecto, cada impressão e cada germe de sentimento e aguardar com profunda humildade e paciência a hora do parto de uma nova claridade: só isto é viver artisticamente na compreensão e na criação.

Aí, o tempo não serve de medida: um ano nada vale, dez anos não são nada.

Ser artista não significa calcular e contar, mas sim amadurecer como a árvore que não apressa a sua seiva e enfreta tranqüila as tempestades da primavera, sem medo de que depois dela não venha nenhum verão.

O verão há de vir.

Mas virá só para os pacientes, que aguardam num grande silêncio intrépido, como se diante deles estivesse a eternidade."

Tudo que aqui vi, gostei, por demais. Parabéns, moço.

Saudações e cumprimentos do Ultramar.

Adriana

José Ricardo Costa disse...

Há quantos anos não leio o texto do Rilke! Boa sugestão, é mesmo isso.

Obrigado, Adriana, pelas tuas simpáticas palavras, um abraço.

JR

Sob o Mar Azul de Ádria disse...

Sempre muito bom revirar nossos velhos baús...!

Boa semana, JR :)

AGR

Lia Noronha disse...

Revirando tudo por aqui..adorando!!
Grande abraço a ti diretamente do meu Cotidiano.