18 junho, 2011

ERA UMA VEZ




É bem conhecida a minha embirração com os programas de educação sexual nas escolas. Menos conhecido será o meu ódio de estimação por uma disciplina que a ideologia republicana achou por bem inventar para formar bons cidadãos: Formação Cívica.
Eu, confesso, acharia mais simpático, em vez de aprender a moral e os bons costumes através de uma formativa e didáctica higiene moral, voltar aos velhos tempos das dramáticas, sangrentas, épicas ou introspectivas histórias bíblicas que a minha fascista e salazarista professora primária contava nas aulas.
Penso, claro, nas emocionantes histórias do Antigo Testamento e nas belas parábolas do Novo Testamento. Mas também na mitologia grega, na Ilíada e na Odisseia, nas complexas personagens de Shakespeare ou nas fábulas de Esopo e de La Fontaine. E, de preferência, sem powerpoint.
O melhor serviço que os professores poderiam prestar às crianças seria contar-lhes histórias como se as contassem aos próprios filhos antes de apagar a luz para adormecerem.

4 comentários:

marteodora disse...

Bolas, às vezes até me enervas só por dizeres coisas tão certas, tão verdadeiras, tão necessárias quanto esta.

m.a.g. disse...

Lembra-se de Steve Hackett dos Genesis?
http://youtu.be/3z4LGv5qS7E

José Ricardo Costa disse...

Lembro-me bem do Steve Hackett, claro. Mas nunca acompanhei a carreira dele a solo. Obrigado.

jrd disse...

Haveria de ser giro, ver a malta toda a adormecer depois dos professores contarem as histórias, apagarem a luz e sairem de mansinho da sala de aula.

O Crato é capaz de aproveitar a sugestão e começar a "avaliar" quem poupar mais energia.