04 janeiro, 2011

OS CAIS DE NÁPOLES


Enrico Caruso nasceu numa família pobre de Nápoles, terceiro de sete filhos. O pai, alcoólico, não queria que ele andasse na escola para ir trabalhar. Um dia, com 18 anos, estava a cantar numa praça junto ao cais de Nápoles quando, por acaso, passa um jovem barítono chamado Eduardo Missiano que, ao ouvir a sua magnífica voz, decide levá-lo até junto do seu professor de canto.
Há momentos da vida assim. Em que um barítono passa, por acaso, pelo cais de Nápoles, no momento em que um jovem Enrico, por acaso, lá se encontra e, por acaso, a cantar. Quase sempre a distância entre a infelicidade e a felicidade está numa passagem ocasional por um cais de Nápoles.

2 comentários:

josé manuel chorão disse...

Será acaso ou necessidade?

jrd disse...

Grandíssimo Caruso!
Hoje, numa qualquer esquina ou praça, junto à Baía de Nápoles, a única canção que se pode ouvir, por entre o lixo, é a canção do bandido…da Camorra.
Mamma mia!