04 dezembro, 2010

"QUATUOR POUR LA FIN DU TEMPS"

É sempre ao princípio da tarde
que começa a ansiedade do frio,
o fado das árvores a procurar
o fulgor ignaro que antecede as cinzas.
Quem vem defender o direito
ao espaço esvaziado?
Numa terra onde os deuses não moram,
apenas se pressentem nas ruínas divididas,
acredito nas palavras,
no brônzeo rumor do significante.

1 comentário:

jrd disse...

E assim se sai e 'pequenos' são os sons, como os passos...