29 novembro, 2010

SOMBRAS - I

Não sei se alguma palavra
fica na sala vazia,
quando a porta se fecha
e as horas desistem,
ou se o último gesto ainda procura
a luz coada do abât-jour,
borboleta de sombra imprecisa
na parede que espera,
lençol entreaberto
à quente brancura do regresso.

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