13 novembro, 2010

ROMANCE EPISTOLAR

5

Tu não desatas
esse casulo de palavras,
não passas no caminho
que tracei pelas áleas
dos jardins de Inverno,
pelos pátios interiores
relvados e frios,
pelos saguões onde
as flores aquáticas
desesperam em lagos
passageiros.
Nunca mais o teu andar
percorre o empedrado
das ruas onde eu vivo.
Nunca mais a tua voz
se faz pele, o arrepio da chegada
a vencer a distância.

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