24 novembro, 2010

AS IRAS DA VINHA


O José Borges teve a feliz ideia de voltar à blogosfera com As Iras da Vinha. E vem avisando que não traz novidades. E cita Steiner. Pois. Mas já em 1961, Steiner anunciava a morte da tragédia. E, todavia, a vida, sem querer saber da arte, ensina-nos que a tragicidade permanece no círculo do quotidiano e, se não houver mais por onde começar a representá-la, repetimos as velhas fórmulas, mudadas as máscaras e a marcação em palco, como o José Borges fez com o magnífico título que deu ao novo blogue.
Só a muito poucos é dado ser de uma epifânica originalidade, como Manuel S. Fonseca escreveu num post sumptuoso sobre Herberto Helder que fez ontem 80 anos.
A nós, os que somos mortais, resta-nos esperar que os deuses nos deixem recomeçar.

4 comentários:

Margarida disse...

A chancela valquiriana é garantia de qualidade, a nascente a a poente. C'est tout.

José Borges disse...

Espero que não esteja a sugerir que eu sou de uma epifânica originalidade. Tal como à Ivone, mas certamente muito mais longe, estou apenas à espera, como disse, que me deixem recomeçar.

Obrigado pela referência.

Manuel S. Fonseca disse...

Agradeço o comentário que sobretudo enaltece o valor da obra de HH e sublinho a alegria que é encontrarmos estas poéticas afinidades.

C. disse...

Tenho andado há muito tempo encantada com este blogue, e atenta às referências que ele vai deixando, prova de que os ponteiros se movem, afinal, e em óptimas direcções.
Pelo que tenho aqui aprendido, resolvi lançar um Dardo nessa direcção. Sei que já foram contemplados com ele, mas é mesmo assim: nomeámos os blogues que, quanto a nós, trazem uma mais valia à blogosfera.

Obrigada, Ivone e José Ricardo.