07 outubro, 2010

GRANDES MOMENTOS


Hoje, na aula de Literatura, uma aluna interrompeu-me entre duas sinestesias de Garrett:
- Stôra, o amor não dura para sempre, pois não?
Os dezasseis e os dezassete anos abriram para mim os olhos-de aula-das-oito-e-um-quarto e esperaram.
Tirei o óculos e lá comecei, pensando se serei só eu a ver-se, de vez em quando, nestes assados. Não venho aqui dizer o que lhes disse, nem estou bem certa de ter-lhes dito o que eu julgo saber ou o que queria que eles ouvissem. Entre uma coisa e outra há-de estar uma parte da verdade.
Terminei a citar Vinícus. Eles gostaram. Penso que lhes bastou. Por enquanto.

6 comentários:

jrd disse...

Por vezes dura sempre.

Margarida disse...

Talvez não exista 'um Amor', mas várias formas de o sentir, interpretar e espalhar.

Magnífico apontamento V. dearest...

Anónimo disse...

Dura enquanto o tear não se desfizer.
Defendido por pacientes aranhas...

estela disse...

:)

Anónimo disse...

Fiquei curiosa.. o que lhes disse?

Ivone Costa disse...

Cara anónima, pois se eu quisesse contar o que lhes disse, tê-lo-ia escrito logo aqui ... :)