22 setembro, 2010

CONTO DE FADAS - IV

Eu agarro a palavra
como se fora um fio
e com ela atravesso
o labirinto e o segredo.

Passo nos corredores,
nos átrios vazios onde se cruzam os ventos,
não tenho mapa nem rota
e o meu tempo
é uma bússola sem norte.

Sei que as tardes se abrem
e as manhãs se repetem.
E isso me basta.

4 comentários:

jrd disse...

Belíssimo.
Que bom ter assim uma palavra, feita Ariadne.

Hanna disse...

Bela poesia!
Hanna

Mar Arável disse...

Um relógio biológico

joao alfaro disse...

Adorei. Adorei. Adorei.