07 julho, 2010

PERSEU? ONDE ESTÁS PERSEU?


Eu sempre desconfiei de que esta mulher seria diabólica. Agora tenho a certeza.
Soube, hoje, no Público, através de Santana Castilho (sem link), que no seu livro recentemente publicado, Maria de Lurdes Rodrigues cita Max Weber. Mais concretamente, o seu célebre conceito de "ética da convicção". Max Weber foi um grande sociólogo e historiador, um intelectual admirável e não merecia o seu nome conspurcado pelo hálito pestífero da gárgula imunda.
A minha revolta carece de uma explicação. É de uma enorme crueldade citar Max Weber, em primeiro lugar, porque, de um modo admirável, previu o inferno burocrático e a cultura do funcionalismo em que se viria a transformar o século XX. Sendo Maria de Lurdes Rodrigues uma criatura dessa cultura, não deixa de representar um cinismo atroz citar o sociólogo alemão. A não ser que tenha o remoto mérito de conseguir reconhecer a sua responsabilidade na transformação da escola num inferno burocrático e marcado por uma racionalidade vazia e aparente. Mas a partir do momento em que encara isso como uma virtude, será logo motivo para ter vontade de arrancar a cabeça da górgona.
Mas há ainda um outro aspecto. Grave. Weber fala, é verdade, numa ética da convicção. Mas é preciso lê-lo e não se ficar apenas pelos lugares comuns. É ele mesmo que nos alerta para os perigos de uma acção política que pretende impor certas convicções sem tomar em consideração a realidade empírica. E dá o exemplo de um político que pretendesse pautar a sua acção pelo Sermão da Montanha. Por muito moralmente elevado que seja o sermão, aplicá-lo a um contexto político levaria o país ao caos, tornando-o ingovernável.
Daí a perversidade do monstro. Cita Weber para legitimar a sua acção diabólica, quando seria o próprio a reconhecer as aberrações e desvarios desta mulher que nunca deveria ter saído do mundo das trevas para espalhar a peste pelas escolas portuguesas.

6 comentários:

Margarida disse...

...texto fervente publicado por quem? o professor?! não há engano?...
ó deuses... !

José Ricardo Costa disse...

Margarida, nem os anjos são de ferro...

JR

Reinaldo Amarante disse...

Caro José Ricardo,
Nunca comentei um post seu, embora passe por cá diariamente. Gosto de uns, de outros nem por isso. Mas essa fotografia foi de muito mau gosto (se é que essas coisas se podem dizer) e uma maldade muito grande. Tinha mesmo de ser? Não podia ser mais reduzida, ou no final do post? O choque da sua imagem provocou-me o regresso da azia que andava sempre associada aquela execrável personagem. Não sou como o Ramiro que diz que agora é uma pessoa como outra qualquer. Pode crer que tirou-me algum do prazer que tenho em ler os seus textos.

José Manuel Vilhena disse...

A coisa,a criatura...pense no lado positivo...pouparia os regimes menos simpáticos ao uso da tortura...bastava um poster...quem é que não confessava logo?

Alice N. disse...

Eu continuo a olhar com espanto para esta fotografia (há uma outra com ar mais diabólico). É uma foto muito bem conseguida. O autor deveria ser premiado. Olha-se para... (eu ia dizer "rosto", mas não me parece adequado) e está lá tudo. Absolutamente tudo. E sabemos, tristemente, o que esse "tudo" significa...

C.M. disse...

Esta "tipa" tem mesmo ar de bruxa!