10 junho, 2010

VER ROSTOS SEM QUERER SABER DE CORAÇÕES


Pedi, num teste, para comparar os papéis sociais das pessoas em sociedade com o que se passa com os actores de teatro e de cinema. A coisa é mais ou menos assim: tal como os actores que tanto podem estar hoje num palco a fazer de Hamlet como amanhã a vestir a pele de um caixeiro viajante americano, também as pessoas assumem vários papéis conforme o contexto social em que estão inseridas. A mesma pessoa pode, pois, ser professor na sala de aula mas na sala de professores já é colega e em casa será pai, filho ou marido. E, tal como o actor, o seu comportamento, atitudes, linguagem, etc, estão necessariamente relacionados com esses contextos.
Entretanto uma aluna (11ºano) dá a seguinte resposta: "Os papeis sociais das pessoas enquanto actores de teatro são diferentes com os de cinema. Os de teatro nem sempre mostram a cara pois podem usar máscaras. No cinema já vimos a cara das pessoas. Mas tanto no teatro como no cinema podem fazer papeis diferentes daquilo que são como pessoas".

Eu li isto e sabe Deus como fiquei feliz ao lembrar-me da benção que é podermos ver no cinema a cara das pessoas.

2 comentários:

Rita TSBGC disse...

Talvez a sua aluna pudesse ver "Persona" do Bergman, para perder a assombrosa claridade de quem não suspeita da existência para além da imagem na retina...

estela disse...

:)