14 junho, 2010

VÁ PARA FORA LÁ DENTRO



Há notícias que fazem pensar. Esta é uma delas. Um tipo, por acaso um bruto e ignorante assassino, vai parar à prisão e, anos depois, sai de lá a ler Sófocles, Platão e Voltaire. A prisão transformou-o, portanto, num homem culto e polido. Enfim, num cidadão.
Eu vejo aqui uma óptima solução para o problema da educação em Portugal, embora tenha a consciência de que, infelizmente, não podemos transformar as escolas portuguesas em penitenciárias, protegendo no seu interior as crianças e adolescentes portugueses de...Portugal e dos...portugueses.
O grave problema da educação em Portugal só teria solução se as crianças fossem entregues às escolas e saíssem de lá 12 anos depois. Claro, com interrupções para períodos de férias com as famílias como acontece com os seminaristas.
Ora, o que faz a escola actualmente? Em vez de se proteger de Portugal e dos portugueses, faz precisamente o contrário: com a pérfida ideia de "comunidade educativa" faz os portugueses e Portugal entrar pela escola adentro.
Em suma, uma criança entra na escola aos 6 anos, normal e cheia de potencialidades e sai de lá um português típico 12 anos depois. Ignorante, sem regras, manhoso. Resta-lhe uma esperança: arranjar emprego no Luxemburgo e tornar-se, finalmente, um cidadão verdadeiramente europeu.

3 comentários:

helena disse...

Tal como Estudo Acompanhado, existe a disciplina, nas escolas portuguesas, de Chico Esperto que abrange todas as áreas disciplinares. Não sabia? (Acho que anda desactualizado, tem que fazer uma Acção de Formação).

JCM disse...

Um equívoco, Zé. Fechavas as crianças nas escolas para as protegeres de Portugal e dos portugueses. Intenção meritória. Mas quem pensas tu que elas lá encontravam? A Rainha de Inglaterra? O João Carlos Espada?

jrd disse...

ou a evolução do cidadão-eleitor Tuga...