29 junho, 2010

III REPÚBLICA


Na página 90 desta entrevista, diz Isaiah Berlin, a propósito do seu interesse por gente reaccionária como Joseph de Maistre ou Hamann, que se aborrece a ler pessoas que pensam como ele. Importante, diz, é ler o inimigo, pois é o inimigo que nos faz vacilar, que toca nos nossos pontos fracos, que nos pode obrigar a ver o que há de errado nas ideias em que acreditamos e será preciso modificar.
Gosto bastante deste popperianismo de Berlin e até já estou mesmo a pensar aplicá-lo. Apesar de gostar da democracia e, até ver, não conhecer alternativas mais simpáticas, talvez possamos aprender alguma coisa com com isto.

1 comentário:

José Manuel Vilhena disse...

...a minha esperança não consegue ir tão longe...
:(