13 abril, 2010

CEM SOMBRAS DE PECADO



Na minha escola, faço parte de uma comissão que irá comemorar o centenário da república. É muito estranho fazer parte desta comissão sem conseguir perceber o que há para comemorar. O infame homicídio no Terreiro do Paço em 1908? A entrada de Portugal na I Guerra Mundial? A bagunça da primeira república? O salazarismo? O PREC? O engenheiro Sócrates?

13 comentários:

Margarida disse...

Isso tudo junto à molhada. Mais a fé (que tudo corra bem e 'a mensagem' passe. Ou pace. Ou, ainda paçe)
... as possibilidades são variadas.(ou avariadas).
Ou assim.
Açim, talvez.
!

jrd disse...

De facto...Mas há comemorações e comemorações.

http://bonstemposhein.blogspot.com/2008/02/os-crimes.html

disse...

Ora, todas as coisas têm o seu lado positivo. A república não será excepção, embora, depois de muito puxar pela cabeça, só me ocorra a retórica e a demagogia. Já é alguma coisa.
MATA, QUE É TALASSA!

C.M. disse...

Não faça parte, não faça! Esses tipos da 1ª República foram uns farsantes, como sabe melhor do que eu...E que são 100 anos comparados com 800?

José Borges disse...

ho, isso dito assim...

Fred disse...

Pois, realmente colocando isso dessa forma, não há mas é nada para comemorar mesmo...


Um abraço!

manufactura disse...

...ocorre-me ainda sem me deixar rir:) comemorar a laicização do estado????

Margarida Fernandes disse...

Desculpe ser tão directa mas...

Porque não diz que não quer?

Sem motivação penso que não poderá fazer um bom trabalho.
É uma opinião.

Convido-os a passarem pelo meu blog e verem um post sobre a publicação do livro de um amigo meu (colega vosso).
Penso que irão gostar.

Um abraço

José Ricardo Costa disse...

Cara Margarida, entendo a sua questão. Mas, não sendo eu objector de consciência (nem monárquico sou)e tendo sido formalmente convidado pelo gabinete do director, pensei que não deveria recusar.
Abraço,
JR

Margarida Fernandes disse...

Obrigações Profissionais.
Compreendo perfeitamente.
Peço desculpa, mais uma vez, pela minha frontalidade.

Abraço,

Margarida

República dos Bananas disse...

Então e não se pode ser intelectualmente honesto e dizer a verdade??? Ou a ideia é continuar a difundir e comemorar mentiras?

Ivone Costa disse...

Sabe, Margarida Fernandes, este assunto tornou-se complicado para as escolas, porquanto lhes foi ordenado que promovessem actividades relacionadas com a dita comemoração e que essa promoção de actividades seria "monotorizada" pelo Ministério da Educação.

Ora bem, eu sou monárquica e todas pessoas da minha escola sempre me conheceram assim. Logo não irei participar em coisa alguma. Não quero, todavia, que o meu Director venha a ser incomodado ou questionado pelo facto de ter uma avis rara lá na escola. Fui ter com ele e disse-lhe que talvez fosse melhor deixar-lhe uma declaração de objecção de consciência, devidamente firmada no notário, para evitar futuros problemas. Ele disse que não, que não havia necessidade, tudo se resolvia.

Na Semana da Escola, realizou-se uma palestra sobre a implantação da república, proferida por uma grande amiga minha. Por azar, decorreria durante a hora da minha aula e eu tinha a obrigação de acompanhar os alunos. Fui novamente ter com o Director e disse-lhe que não entraria na sala onde se ia realizar a palestra. Porém, não queria ficar sem nada para fazer durante essa hora. Fui bem clara. Decidiu-se, então, que eu iria substituir um professor em falta.
A turma para onde fui era daquelas que só se seguram com freio e bridão e à rédea curta. Uma colega, vendo-me sair de lá com ar cansado, disse:
- Tu tens com cada uma! Então não foi muito mais difícil fazer a substituição do que se tivesses ido à palestra?
Respondi:
-Olha, difícil há-de ser ver matarem-nos o marido e o filho e ter nas mãos, como única arma, um ramo de flores.
-Oh! Tu és uma exagerada.

Como vê isto não é pacífico, Ou a pessoa ter fortes motivos e fundamento legal para não fazer uma coisa, ou arrisca-se a, pior do que a arranjar problemas para si próprio, a arranjá-los para os outros.

C.M. disse...

"este assunto tornou-se complicado para as escolas, porquanto lhes foi ordenado que promovessem actividades relacionadas com a dita comemoração e que essa promoção de actividades seria "monotorizada" pelo Ministério da Educação" - Ivone, não fico chocado pois já todos sabemos que vivemos num faz-de-conta que esta sociedade é livre...