18 março, 2010

LIMITE

Deixem-me descer
até ao fundo do silêncio,
bem até ao fundo,
lá onde a escada encurva
e se abrem as portas de veludo
do Esquecimento.

Deixem-me ficar,
entre um fiapo de luz e um livro velho.
Deixem-me ficar longe,
lá longe, onde nem se ouvem vozes
nem os ecos se desdobram.

E que ninguém me vá buscar.

1 comentário:

jrd disse...

Que ninguém passe além do limite.