06 março, 2010

BRUXARIA


Juro, pela saúde dos meus filhos, que isto não sou eu a inventar só para compor o ramalhete. Aconteceu mesmo.
Ontem, ia no carro a ouvir uma entrevista com António Reis. Entretanto, depois de se ter conversado longos minutos sobre um vasto conjunto de vivências pessoais, académicas, militares e políticas, sendo ele Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, veio à baila a maçonaria. Durante a abordagem do tema, o entrevistador pergunta-lhe a que se deve o secretismo ou a aura de mistério subjacente à maçonaria.
No preciso momento em que António Reis começa a responder, entro no túnel da Gardunha, perdendo o sinal da emissão e ficando completamente isolado do mundo exterior num esotérico túnel rodoviário cuja luz, tendo que ir a 80, demora sempre um pouco a aparecer.
Eu sou neto de maçon e sei que o meu avô irá dar agora algumas voltas no túmulo. Mas ele que me perdoe: ninguém me tira da cabeça que os caprichos esotéricos de gente bem pensante não passam de uma brincadeira gira comparada com o poder oculto e maligno da bruxaria.

3 comentários:

Mafalda disse...

Há coincidências engraçadas.
Em relação à minha última frase, esteja descansado que eu não me meto no ensino.
Ah, e o livro que apresentei foi "Querido Frank" da Nancy Horan.

maria disse...

e quanto a túneis devias ler um conto meu chamado O TÚNEL :::))

maria disse...

ehehehe podes crer!!!!