28 fevereiro, 2010

DOS CONSERVADORES


Hoje, no Público, no Antes&Agora, temos uma fotografia antiga do jardim das Amoreiras e outra actual, precisamente no mesmo sítio. O texto que acompanha a imagem, começa assim: "Há imagens que são confortáveis porque mostram que quase nada mudou".
Confortáveis, porque não mudou o que foi feito para não ser mudado. Há, infelizmente, quem não pense assim. Quem veja a mudança como um fim em si mesmo ao qual tudo se deve submeter. Tipo, "Moderno, pá!".

5 comentários:

Mafalda disse...

Isso é porque vivemos rodeados da mega-máquina de lavagem cerebral que é a comunicação social, publicidade, marketing, etc. Como se nos dissessem repetida e mecanicamente "mudar é bom, mudar é bom, mudar é bom". Mudar pode ser bom; mas também pode não ser.

Miguel e Rita Clara disse...

Se a fotografia mostrasse o Jardim do Pr. Real, compreenderia de forma ainda mais nítida, a estupidez da pretensa modernidade.
O Jardim do Pr. Real, é um sorubáticamente belo jardim Inglês, ao que apurei, uns visionários decidiram torn´´-lo menos sombrio e mais apetecível, vai dai arrancaram 50 árvores...
Lido muito mal com a modernidade, com a moda e com a falta de cultura.
Desculpe vir zangar-me para o seu canto mas o meu Pr. Real está a ser desfigurado em nome de um suposto futuro menos sombrio...
Pró diabo com os solarentos iluminados que confundem melancolia com depressão...

Margarida Fernandes disse...

Por vezes:
Mudar ou não mudar?...eis a questão.

Parabéns pelo seu blog.

Curiosamente também tenho colocado no meu o quadro "Las meninas" de Velazquez por ser o meu favorito.

Margarida Fernandes disse...

Peço desculpa.

Parabéns pelo VOSSO blog.

José Ricardo Costa disse...

Cara Margarida, mudar sim, se percebermos que não mudar será pior do que mudar.

Obrigado, em nome da equipa dos PP.

JR