20 fevereiro, 2010

CENAS DA VIDA CONJUGAL OU O PADRINHO IV

Há momentos, aqui em casa:
Ivone- Desculpa, Zé Ricardo, eu não tenho médico de família, nunca tive. Se me doer o coração vou a um cardiologista, se me doer o estômago vou a um gastroentrologista. Para que é que eu quero um médico de família? Aliás, eu continuo a dizer o que sempre disse: acho mais importante ter um advogado do que ter um médico de família.
Zé Ricardo - Pois ... mas tu vives num mundo meio apalermado.
Ivone- (levantando para ele um olhar inquiridor) Desculpa?
Zé Ricardo - Apalermado no sentido de Palermo.

4 comentários:

Alice N. disse...

:) Tem graça, também não tenho médico de família. Já não sei em que serviço, alguém ficou muito escandalizado com isso, fazendo-me sentir uma espécie de fora-da-lei. O certo é que os verdadeiros médicos de família, em Portugal, não existem.
Curiosamente, por diversas razões, também comparo muitas vezes o nosso burgo à Sicília, ao pior da Sicília, já que há muita coisa que também merece ser apreciada por lá.

JCM disse...

Quando a família dói, e é coisa com enorme potencial para doer, talvez convenha ter um médico de família ou para a família.

jrd disse...

Ah Palermo! Capisce!...

Reinaldo Amarante disse...

O realizador deve ter sido Fellini, porque, para ser sincero, não percebi nada. Devo estar "apalermado"... também.