28 janeiro, 2010

MEETING POINT

Abri as mãos
onde guardava
o reverso das palavras
e o calor da seda.

Tu desdobraste
o mapa do inesperado,
o traçado das rotas aladas do vento
por onde viajam
as imagens paradas
na sua dúctil diegese.

4 comentários:

Margaridaa disse...

Cara Ivone (não , não nos conhecemos), gosto deste "tu", ou "o outro", que habita sempre a tua poesia e que serve de força motora.

Reinaldo Amarante disse...

Esta foi complicada. Obrigaste este aprendiz de amador de poesia a "suar" o cérebro para entender (se é que o consegui...)o que escreveste. Até chegar ao sentido da "diegese" (agora até sei que vem do Grego...)foi preciso ler e pensar muito.
E ainda tens reticências em alargar o teu círculo de partilha...

Alice N. disse...

Lindo, lindo, lindo!

jrd disse...

Espantoso!
Um poema feito de diapositivos como imagens que se soltam das mãos.
Belíssimo.