30 janeiro, 2010

FRAGMENTA - TABVLA PRIMA

I

[...] no acordar baço de cada janela [...]


II

[...]não, não é esta a sombra
que vi no espelho [...]
esta só me recorda
uma outra ansiedade [...]


III

No toque desta gola
já dormem as vozes dos caçadores.
[...]
só eu [...] ainda [...]
a menina entre os guerreiros.


IV

[...] do palácio, avô,
[...] nem as varandas.
[...]
fantasmas suspensos
sobre a prata do Arade.
[...]

4 comentários:

Xantipa disse...

Cara Ivone,

Os seus poemas estão cada vez mais interessantes e bonitos!
Nunca vi os seu sapatos, mas duvido que sejam mais magnificentes que a sua escrita.
Parabéns!
Um beijinho
da
Adriana

jrd disse...

Excelente. Saudade do sul?...

Ivone Costa disse...

Xantipa caríssima,não esteja para aí com essas hiperbólicas afirmações porque a menina nunca viu os meus sapatos ...
Beijinho.

jrd,saudades não. O meu avô paterno era de Silves e a genética nunca se esquece de nós.

Ivone

Reinaldo Amarante disse...

Penso que não é a primeira vez que faço a pergunta: "Quo vadis Ivone?".
Este último foi surpreendente, pelo inesperado; e depois dos comentários já postados e a resposta, pouco mais já tenho a acrescentar.