19 janeiro, 2010

COMPLETAS

Na ordem dos deuses antigos
foi a Noite quem sempre mais venerei.

Ela ouve a minha voz quase inaudível.
Ela ensina-me o pavor e o júbilo,
os sonhos rutilantes
e os pesadelos abissais.
Ela agasalha-me na sua capa recamada,
na sua antropomórfica capa:
o corpo de um homem adormecido

1 comentário:

jrd disse...

Muito bom.
Quem disse que a noite é inumana?!