22 janeiro, 2010

ANGELUS

Até a chuva
parece apressar-se
numa urgência inadiável.
Corro por entre os minutos que se estreitam,
corro para os teus braços que me estreitam,
enquanto o Tempo, impaciente,
tamborila os dedos sobre a mesa das Horas.
A chuva continua
e a urgência desespera na sua pressa.

2 comentários:

Alice N. disse...

Maravilhoso.
Uma vénia, de coração cheio da sua bela poesia.

Alice

hg disse...

Gostei muito.