16 dezembro, 2009

SULCOS

Que importa
que sejas terno ou rude
quando a noite tem
este aroma aceso
de um sabor antigo?
Não temas a inveja dos deuses,
entra na minha pele
como o sulco do arado
na terra ansiosa.

(sobre uma fotografia da Margarida Teodora)

4 comentários:

Reinaldo Amarante disse...

Florbela Espanca deve estar a dar voltas de inveja.
Venham mais!

marteodora disse...

Ivone, Ivone, depois disto, está agora o meu ananás a derreter-se, deleitado com a pertinência das palavras deste poema.
Obrigada!
:D

hg disse...

O tempo é o arado da carne...

jl disse...

ÀS VEZES
é profundo
e forte
e denso.
Impregnado de sensualidade.
Soberbo.

Não uma janela p'r'aparência,
antes porta da realidade.