25 dezembro, 2009

MESA

Quando os castiçais têm um brilho antigo
e ao desdobrar do linho
chegam as vozes da noite
quando se repetem todos os gestos
e os aromas escorrem pela luz,
eu sei onde tudo principia
eu sei o meu lugar na mesa.

3 comentários:

jrd disse...

Belíssimo!

A Edp esteve conluiada com o diabo e,certamente porque me falha o dom da poesia, nem os castiçais, nem a toalha,nem a glândula olfactiva, me ajudaram a encontrar o lugar à mesa.
Foi mesmo preciso enfiar a mão na terrina das filhós, para saber que era ali.
Cumprimentos

Reinaldo Amarante disse...

Quando esses "murmúrios" chegarem ao prelo, nem que ande às cotoveladas, vou estar à frente da fila para a sessão de autógrafos.
Continuação de Boas Festas, com um Grande 2010.

Alice N. disse...

Lindíssimo!
É belo o ritual da mesa e é bom lá ter o seu lugar. A mesa é proximidade e união e nela ficam indelevelmente gravados vozes, risos, silêncios, histórias e memórias de várias gerações. A mesa é vida e nela nunca há lugares vazios.

Abraço,

Alice

P.S. Eu também vou querer um autógrafo!