07 dezembro, 2009

FALA DE VRONSKI A ANNA KARENINA

Com se em cada sala
houvesse um baile,
eu conduzi-te ao longo deste abismo.
Mas, agora, a orquestra saiu.
O dia veio apagar,
uma a uma,
todas as velas da noite.
Que hei-de eu fazer,
se tu tens a vocação da sombra
e eu quero, apenas,
uma luz infatigável e branca,
sem segredos?

3 comentários:

marteodora disse...

Porque será que os dois últimos posts da Ivone me fazem lembrar da Agustina? ;D
Deve ser porque gosto muito de ambas!

Alice N. disse...

Perfeita e perturbante simbiose do belo e do cruel. Rodopio de emoções entre sombras e brancas luzes...

Admiração pela sua Arte, sempre.

Margaridaa disse...

Gosto imenso destes poemas,(estes e os outros), que por aqui aparecem. O saber "manejar" as palavras é sempre objecto da minha inveja.(Pequenina ,também gostava de ser capaz!). Parabéns.