31 dezembro, 2009

CORRENTE DE AR

"Mas por onde a razão, como uma brisa, nos levar, é por aí que devemos ir", Platão, A República, 394d

Num mundo perfeito, seríamos levados pela razão como se fosse uma brisa. Num mundo imperfeito, temos que contar com as correntes de ar. Ventos em rota da colisão. E nós ali no meio, desabrigados, desamparados, sem sabermos para onde nos virar.

4 comentários:

draaninhas disse...

Desejo-lhe um excelente 2010, com a razão necessária para enfrentar as correntes de ar.

jrd disse...

Disse Neruda:
"Não vivi, talvez, em mim mesmo; vivi, talvez, a vida dos outros."
Será por isso que ficamos desamparados mas continuamos?
Um abraço

José Ricardo Costa disse...

Cara, draaninhas, obrigdo e um bom ano também para si.
Caro jrd, como não continuar? O desamparo é condição intrínseca da natureza humana. Mas também a sua grande força e poder.

JR

manufactura disse...

...e muitas vezes nem sei para onde me virar porque,em muitas dessas vezes e no meio do desvario das tormentas, não sei de que lado fica meca:) :) :)