03 dezembro, 2009

AS INFANTAS DEFUNTAS

Como uma porta
atrás de outra porta a fechar-se,
como uma escada
noutra escada a terminar,
o tempo das infantas é infindável,
é um círculo de sangue
no diadema da Morte.

4 comentários:

Alice N. disse...

Cara Ivone,

Verso a verso, vai faltando um pouco mais o ar...

SUBLIME!

jrd disse...

O drama das que não são "primeiras", com música de Ravel.

Ivone Costa disse...

Alice, que exagero. O domínio do sublime não tem nada a ver com os meus murmúrios.

Alice N. disse...

Não, não, Ivone. Desculpe, sei que não sou exagerada. É apenas a opinião sincera de quem não sabe escrever, mas sabe reconhecer o que é um texto excelente (também não podia ter tudo mau). Mas, pronto, para não se "zangar" comigo, faço uma pequena cedência: são grandiosos murmúrios... SUBLIMES! (E os verdadeiramente sublimes nunca se reconhecem como tal.)

Um abraço e dê-nos mais poesia, por favor. Adoro lê-la.

Alice