12 dezembro, 2009

ARQUEOLOGIA DO SOM

Quando escrevi este post, estava longe de imaginar isto. Alunos de uma escola secundária a percorrer aldeias da região com o objectivo de gravar sons característicos desses locais: badalos de ovelhas, o restolhar da vegetação, sinos de igrejas, a chuva que cai num beiral, uma queimada, um rego de água, galinhas e cabras, o barulho dos passos numa rua de aldeia, etc.
Estamos muito habituados a associar a memória à visão. Os próprios museus estão feitos para explorar essencialmente a visão. Graças a este projecto, há sons que já não estão condenados a desaparecer no fundo de um poço e a serem engolidos por um silêncio eterno.

2 comentários:

José Trincão Marques disse...

O mesmo se passa com alguns cheiros. Todos guardamos na memória odores desaparecidos.

addiragram disse...

Os sons que se guardam e a sensibilidade que se desenvolve. Como eu gostava de poder ter essa experiência.