20 dezembro, 2009

10 LIVROS QUE NÃO MUDARAM A MINHA VIDA (SABE-SE LÁ PORQUÊ)

O José Albergaria desafiou-me a escolher 10 livros que não mudaram a minha vida (sabe-se lá porquê...). Trata-se de um desafio difícil. Não existe um único livro que tenha mudado a minha vida. Daí poder seleccionar todos os livros que li até hoje, o que seria tarefa bastante ingrata.
Apesar de hoje ser mais bibliófilo do que cinéfilo, fui muito mais marcado pelo cinema do que pela literatura. A minha imaginação, as minhas referências estéticas, as minhas associações livres, os meus insights, são todos de ordem cinematográfica. Aliás, a minha cabeça está muito mais visualmente do que verbalmente configurada, sou muito mais sensível à imagem do que à palavra. Enfim, devo ter o hemisfério direito mais desenvolvido do que o esquerdo.
De qualquer modo, poderei seleccionar 10 livros que, a haver uma escala negativa, ainda teriam mudado menos a minha vida do que todos os outros.
1. Joseph Conrad, O Coração das Trevas.
2. José Saramago, Ensaio sobre a Cegueira.
3. Ernest Hemingway, O Velho e o Mar.
4. Boris Vian, A Espuma dos Dias.
5. Italo Calvino, O Barão Trepador.
6. Michel Tournier, Sexta-Feira ou os Limbos do Pacífico.
7. Vergílio Ferreira, Cartas a Sandra.
8. Saul Below, Ravelstein.
9. Françoise Sagan, Gosta de Brahms?
10. William Golding, O Deus das Moscas.

3 comentários:

Mafalda disse...

obviamente existem excepções à hipocrisia :) um bom natal também para si.

pmramires disse...

Pela minha saúde que ainda não percebi um único de todos os exagerados elogios que já li e ouvi fazerem a "O Deus das Moscas". No início até pensei que era uma brincadeira para ver quem caia naquilo, mas parece que é a sério.
Há outra coisa que gostava de ter dito ali em baixo: no primeiro teste de português em que a professora pediu para interpretar um poema de Fernando Pessoa (ou Ricardo Reis, já não me lembro) e deu dez linhas para o fazer, interpretei o poema em três linhas e usei as outras sete para explicar à professora que estava mesmo convencido de que o poema tinha sido escrito com aquela intenção e não via forma de a professora o desmentir; e, se houvesse, era lamentável a professora não ter disponibilizado a interpretação do autor.
Valia 6 valores a pergunta. Tive 1.3, mas estou convencido de que ela passou a gostar de mim, porque me deu, sem razão aparente, mais 2 valores do que a média no final do período.
Acho que é só isto. Apesar de serem muitas as coisas que eu tenho para dizer.

Abraço

José Borges disse...

Como é que nós sabemos quando um livro mudou ou não a nossa vida? Eu também acho que, talvez com excepção dos primeiros 32 versos do 'Fausto', nenhum livro mudou a minha vida, mas não sei.