04 novembro, 2009

SALA DE PROFESSORAS

Hoje, na minha sala de professores, olho à minha volta e vejo-me completamente rodeado de mulheres por todos os lados. Faço a contabilidade e constato a presença de quatro pobres professores rodeados de trinta e tal professoras.
Seria interessante uma investigação sociológica que nos pudesse mostrar um possível impacto no sistema de ensino do forte aumento da população feminina. Por favor, não me atirem já para a fogueira. Eu não estou a dizer que esse impacto é grande. Estou só a levantar uma hipótese.

9 comentários:

Woman Once a Bird disse...

Vou pensar... se o atiro ou não. É um facto de que na profissão temos um grande número de mulheres.

Margarida Graça disse...

A realidade é para se enfrentar. Não tenho a presunção da verdade, mas impacto há-de ter seguramente, tal como ao contrário também. Sobretudo nos tempos actuais, em que a mulher continua a ter de se desdobrar no cumprimento da multiplicidade de tarefas que continuam exclusivamente no feminino em muitas famílias, o que também as tem pressionado a crsecer mais depressa. Penso. O meu lado de observadora diz-me que as mulheres hoje trabalham mais do que os homens. Penso que não são necessárias cotas para professores e professoras, para uma Educação melhor. E a prova é que uma só conseguiu destruir os pilares da auoridade dos professores dentro da escola. São necessários sim professores empenhados. "Mixurucas" há no feminino e no masculino.
Espero que também não me atirem para a fogueira. É só uma impressão...

Mafalda disse...

pobres professores? Dir-se-ia felizes professores! Qual é o homem que não gosta de se ver rodeado de mulheres?

Alice N. disse...

Eu diria que os professores são umas pessoas cheias de sorte porque, entre mulheres, estão em boa companhia (pronto, concedo: há apenas algumas excepções). Nós, mulheres, é que ficamos a aturar-nos umas às outras, mas enfim... Quanto ao impacto no sistema educativo, sinceramente, não faço ideia, mas, se houver, só pode ser positivo, claro.

A propósito de escola, alguém me sabe dizer se já temos ministra da ex-educação?

José Ricardo Costa disse...

O que me parece é que não temos ministra da ex-educação nem ministra da educação. Deve andar a pensar.

JR

Dioniso disse...

Será que esse desequilíbrio de género é um simples facto sociológico ou a vingança começou na escola?

Anónimo disse...

Zé Ricardo, por acaso na tua contagem atentaste no Zé Montêz?

José Ricardo Costa disse...

Eh, eh!

JR

addiragram disse...

Os homens fazem cá uma falta! E fazem, sim senhor. Como alternativas indispensáveis, aos modelos de identificação femininos. Uma escola devia ter metade/metade, conforme eles e elas fossem, é óbvio.
Este problema deveria ser encarado mais a sério, articulando os conhecimentos que se tem sobre as formas de transmissão da aprendizagem com as competências específicas do género feminino e masculino.