01 novembro, 2009

KRISIS



No tempo a que se refere esta notícia, ainda não havia aquilo a que habitualmente chamamos "crise de valores". Mas perante uma notícia como esta não tenho outro remédio senão preferir o valor da crise a uma crise de valores. Entre os múltiplos, dispersos e histéricos gritos das democracias livres e abertas e o silêncio deserto e vazio de uma moral imposta, a escolha não é difícil. O barulho incomoda? Sim, incomoda. Mas na farmácia não se vendem apenas os preservativos da crise de valores. Vendem-se igualmente uns bons tampões para os ouvidos. E, em casa, as janelas com vidros duplos fazem o resto.

1 comentário:

Nefertiti disse...

o problema é que cada vez mais se deixa de falar para gritar. A gritaria não leva a lado nenhum e é a falar que a gente se entende.
Os gritos incomodam-me e não me convencem. Os gritos bloqueiam o pensamento!
Imagine uma turma de um sétimo ano com meninos que não sabem falar, só sabem gritar... e só obedecem se eu gritar. Não gosto nada desta tendência. Será que ao permitir isso estou a ser democrática? Eu penso muito nisso, Ricardo.