02 outubro, 2009

TOUROS E VACAS


Ainda ontem ouvi Francisco Louçã falar nos desempregados e nas desempregadas. Para o BE não há só desempregados. Há desempregados e desempregadas. Portugueses e portuguesas, trabalhadores e trabalhadoras, professores e professoras, reaccionários e reaccionárias.

Ana Cristina Ribeiro, presidente da câmara de Salvaterra de Magos pelo BE, defende os touros de morte. Defesa que não há-de ser vista com muito agrado dentro do partido. Para não agravar ainda mais a situação, acho que não deverá falar apenas em touros mas em touros e vacas. Até porque quem vai buscar os touros à arena são as dóceis e submissas vacas, num claro desrespeito pela igualdade de funções dentro da arena.

1 comentário:

estela disse...

Não sei se vais acreditar, mas aqui na Áustria, isso da versão masculina e feminina para tudo e todos é obrigatória.
E até houve birra por terem nos eléctricos e autocarros autocolantes a indicar o lugar que se deve dar a velhos e mães com crianças, porque também devia haver autocolantes a dizer que se deve dar o lugar às velhas e aos papás com crianças ao colo.
Como podes imaginar, os verdes aqui, andam muito ocupados ;)

eu não sou de femininista de todo, mas acho que é um bom sinal de igualdade. se na língua já soa estranho referir ambos os sexos, é fácil de imaginar que algumas coisas sejam impossíveis de imaginar realízáveis para ambos. e isso sim é um erro.
se ajudar obrigar a lingua a dobrar-se mais um bocadinho, acho bem.

agora as vacas. suponho que o lado verdadeiramente feminino das vacas as impede de não gostar do encarnado ;) assim sendo, não há como arranjar vacas de morte.