17 outubro, 2009

QUERES SER ANA JORGE?

Caravaggio, Medusa
O consulado de Maria de Lurdes Rodrigues representou, para a educação, qualquer coisa de diabólico, demoníaco, infernal. Mais do que uma abjecta e repulsiva gárgula, Maria de Lurdes é uma górgona que petrifica tudo para onde olha.
Daí que haja qualquer coisa de perigoso na próximo titular do cargo. Porquê? Porque tudo o que vier depois de Maria de Lurdes irá parecer bom só porque não é Maria de Lurdes. Mesmo que seja uma má ministra, não sendo Maria de Lurdes, irá parecer uma boa ministra.
Neste sentido, professores, alunos, pais que se preocupam verdadeiramente com a educação dos seus filhos, deverão estar vigilantes. Não se deixarem adormecer pelo som melífluo soprado por Orfeu e exigir à nova ministra que seja muito mais do que apenas uma não-Maria de Lurdes. Que seja alguém que tenha coragem para reparar muito do que foi destruído ao longo destes anos.
Toda a gente sabe, excepto os indefectíveis socráticos drogados pela aparência tecnológica e moderna do engenheiro, que este despreza a verdadeira educação, a começar pela sua. A miserável górgona da 5 de Outubro não agiu sozinha. Maria de Lurdes foi o rosto do engenheiro na condução da educação: no embrutecimento dos alunos e no desprezo pelos professores. Que a nova ministra tenha, por isso, coragem de ser muito mais do que her master voice. Começando por educar verdadeiramente os portugueses. E Portugal precisa disso como de pão para a boca.

1 comentário:

Nefertiti disse...

Aquela senhora cansou-nos...