13 outubro, 2009

ON LIBERTY


O pai de John Stuart Mill, discípulo de Bentham (sim, o do panóptico) queria que o seu filho tivesse uma educação absolutamente racional, científica, ficando desse modo protegido da ignorância e da fraqueza. Queria, em suma, um filho perfeito. Foi, por isso, separado das outras crianças, tendo apenas como companheiros os seus irmãos.

Aos 5 anos sabia grego.
Aos 9 anos sabia álgebra e latim.
Nada de religião, nada de metafísica, poesia, muito pouca. Em vez disso, doses maciças de ciências naturais e de literatura clássica.
Aos 12 anos possuía os conhecimentos de um excepcionalmente erudito homem de 30 anos. O pai sentia-se orgulhoso da sua criação, a criação de um ser humano absolutamente racional, fleumático e com uma erudição impressionante. Pouco tempo depois, John começou a padecer de grandes crises. Sentia-se desesperado. Não encontrava um sentido para a sua existência. Desejava morrer.
Houve então um momento de viragem na sua árida, triste e vazia existência: a descoberta da poesia de Wordsworth e de Coleridge.
A obra mais conhecida e também a mais importante de John Stuart Mill dá pelo nome de "On Liberty". Compreende-se.

3 comentários:

José Borges disse...

Cá está, burro velho não aprende línguas...

Margarida disse...

Já então, 'os novos monstros'...

jl disse...

Curioso: Stuart Mill escrever sobre Liberdade... Será que um homem tão vigiado na sua educação, que, por certo, não foi autorizado a ser criança e que sempre terá sido extremamente contido, saberá, mesmo, mas mesmo, o que é liberdade?