23 outubro, 2009

O PERFUME

Enesidemo, um dos principais filósofos cépticos gregos, apresentou dez boas razões para o seu cepticismo e consequente suspensão do juízo. Numa delas dá como exemplo o facto de o perfume ser agradável para o nariz mas horrível para a língua.
Perante isto, pensei nos milhões de pessoas que morreram e nos milhões de vidas sacrificadas por causa de fanáticos ou ingénuos que acreditaram ser possível criar um perfume que fosse ao mesmo tempo agradável para o nariz e para a língua. Não é. Tanto socialmente, como individualmente.

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