04 outubro, 2009

NAZARÉ

8 comentários:

Alice N. disse...

Bela geometria.

Micha disse...

fantastica!

José Borges disse...

Um aparte que não cabe em nenhum lugar próprio: tenho certa curiosidade em tentar perceber qual o critério para postar imagens fixas ali à direita. É que ver na mesma correnteza Hitler e Golda Meir provoca-me alguma admiração.

José Ricardo Costa disse...

Mas admiração, porquê? O tempo é um buraco que nos engole a todos. Dentro desse buraco até se pode dar o caso de Hitler e Golda Meir estarem tão encostados um ao outro como as pessoas que ficam assim no metro em hora de ponta na véspera de natal. Eles vão caindo para lá e cada um fica onde calhar e junto de quem calhar. A história é tanto feita pela Golda Meir como pelo Hitler. Mas depois de terem feito a história, depois de terem abandonado o palco e desmaquilhado, são apenas dois mortos metido no buraco. Ora, eu gosto de os ir buscar ao buraco para me lembrar deles, apesar de também por ali aparecerem, felizmente, alguns vivos. Mas quando os ponteiros param, a história pára. E a brincadeira acaba. Ficam todos nus, tal como os mortos que surgem no tribunal de que fala Platão, no Górgias.

Alice N. disse...

Pode ser absurdo, mas o que a mim me faz impressão não é ver Hitler e Golga Meir na mesma lista de imagens. O que realmente me perturba é imaginar Hitler enquanto criança. Hitler foi um monstro. Ponto. Como aceitar então que também ele veio de um tempo pueril que costumamos associar à ternura e inocência? Como compreender que um ventre materno gerou e deu ao mundo um dos maiores sanguinários de todos os tempos? Eu preferia acreditar que ele veio assim, já adulto, cruel e louco, directamente das trevas do inferno. A imagem da sua infância não só perturba como aumenta a nossa inquietação sobre a natureza humana. E é isso que, para mim, é difícil de suportar.

addiragram disse...

Óptima! Parabéns!

marteodora disse...

Resultou num padrão muito fish!

José Borges disse...

Sim, eu isso percebo e concordo, o que estava a tentar perceber era se havia mais algum pretexto para além da importância histórica, é que ao início dava-me a impressão de serem apenas figuras ou coisas que admirasse.