07 setembro, 2009

RITA MAGALHÃES







Vi pela primeira vez a fotografia de Rita Magalhães há já uns anos, salvo erro, no velho Mil Folhas. Uma fotografia absolutamente maravilhosa sobretudo para quem gosta de pintura. Aliás, penso que a ligação àquela é claramente assumida, recriando fotograficamente a linguagem e o universo da pintura holandesa mas também de Hammershoi ou La Tour. Para além desta série mais associada à pintura, existem ainda outras de natureza mais especificamente fotográfica, igualmente belíssimas.

Aqui. Imperdível.

6 comentários:

jl disse...

Bonitas (um bocado prosaico o adjectivo), sim.
Ninguém dirá, mas também gosto muito de fotografia. Tenho toda a paciência para a admirar mas não para a praticar. Em termos de corriqueira comparação, digamos que sou um fotógrafo de bancada.

marteodora disse...

Realmente uma maravilha.
Obrigada, Zé Ricardo.

addiragram disse...

Já guardei o apontador.Não conhecia. O que mostra é fascinante.

Alice N. disse...

Realmente admiráveis! Também já adicionei o site aos meus favoritos. A fotografia é uma arte que me fascina cada vez mais. Infelizmente, sou mais ou menos uma desgraça a fotografar. :(
Fica o prazer de admirar o trabalho de quem tem talento e sabe desta belíssima arte.

José Ricardo Costa disse...

Cara Alice N.,

A riqueza da arte está não só do lado da produção mas também do lado da recepção. Uma obra de arte sem um receptor não faz qualquer sentido. Produtor e receptor são os dois lados de uma mesma moeda.

P.S. Gostámos muito de a ver novamente por aqui. Chegámos mesmo a ficar preocupados com a sua ausência. Pelos vistos, está tudo bem e é isso que é preciso.

Abraço,

JR

Alice N. disse...

Caro José Ricardo,

Concordo inteiramente com o que diz sobre a arte (dito, como sempre, de forma magistral). É incrível como o contacto com uma obra de arte nos pode trazer felicidade e é mágica a forma como podemos comunicar com ela e com o artista que connosco a quis partilhar.
Quanto a mim, esse prazer só é ensombrado quando temos ao lado uns excursionistas, ou algo que o valha, aos berros, como se estivessem no café, armados em críticos de arte de trazer por casa e a comentar quadros como quem comenta uns azulejos de casa-de-banho. E, por vezes, ainda somos brindados com outras conversas. Ainda no passado sábado me aconteceu isso no Museu Gulbenkian, quando estava diante dos quadros de Fantin-Latour. E de nada serviu o meu olhar ostensivamente reprovador. Enfim, devo estar destreinada e os guardas do museu têm mais que fazer. Só nos museus portugueses é que vejo pessoas a falar alto. Desespero absolutamente com isso.

Agradeço muito as suas palavras e a preocupação manifestada. Está tudo bem e eu também estou contente por, de novo, poder participar através dos comentários. Nunca deixei de visitar o Ponteiros Parados (não se passa sem o Ponteiros Parados), mas há períodos difíceis nas nossas vidas que, por vezes, nos tolhem a voz... Mas hoje e sempre, há que procurar as janelas e a luz... Devemos isso a nós próprios e aos que estão ao nosso lado, sobretudo aos que estão ao nosso lado através do calor da sua memória. Mais uma vez, muito obrigada pela vossa gentileza.

Com amizade,

Alice Nascimento