24 setembro, 2009

GUERRA E PAZ - LXVI

"Da mesma maneira que é difícil explicar para quê e para onde se apressam as formigas à volta do seu formigueiro destruído, afastando-se umas dele com as suas cargas de ciscos, ovos e corpos mortos, voltando outras ao formigueiro, esbarrando umas contra as outras, correndo umas atrás das outras, lutando, assim se torna difícil explicar as causas que levavam os russos, depois da saída dos franceses, a amontoar-se no sítio que dantes se chamava Moscovo. Porém, do mesmo modo que, olhando para as formigas em volta do formigueiro destruído, apesar da total ruína em que ficou o formigueiro, vemos pela persistência, pela energia e pela multidão infindável de insectos atarefados que foi arrasado tudo menos aquela coisa indestrutível e imaterial que constitui toda a força do formigueiro, do mesmo modo igrejas, de relíquias, de riquezas, de casas, era a mesma Moscovo que em Agosto. Estava tudo destruído menos qualquer coisa de imaterial mas poderosa e indestrutível."

Não concordo com a última frase. A conjunção está mal feita. O "mas" devia ser susbstituído por um "logo".

2 comentários:

Ega disse...

Sempre pode protestar directamente à fonte:

http://nefriakai-1.blogspot.com/

Pela minha parte, considero que muito devemos a Filipe Guerra.

Cumprimentos,

José Ricardo Costa disse...

Caro Ega, como bem deve compreender, eu não ando a comparar a tradução dos Guerrra com o original russo. Eu, de russo, só sei dizer "niet" e "da".
Eu estava a meter-me com o Tolstoi, não estava a criticar a tradução.

Cumprimentos,

JR